Um dia, mais cedo ou mais tarde, todo mundo terá sua capacidade de escolha testada. Ceder ou não ao desejo? Ceder em nome de quê? Não ceder em nome de quê?
Seja lá qual for a resposta, que ela seja baseada em bastante reflexão. Reflexão honesta, sincera e íntegra.
Uma coisa eu posso adiantar: se você for se deixando envolver, chegará o momento em que vai ser difícil dizer não. Para não dizer impossível!
Desejo é muito forte. Paixão é muito forte. Essas coisas nos tiram noites de sono, nos assombram no meio da tarde, causam delírio, ansiedade, insônia, stress... dúvida.
São tantas dúvidas que qualquer texto sobre o assunto tem forte tendência em ficar prolixo e confuso. Procure se direcionar. Procure entender que a pergunta certa não é se você deve ou não trair. A pergunta certa é “o que fazer com esse tal desejo?”
Dizem que a escolha mais correta – moralmente falando – é reprimir estes desejos. Não acredito muito em repressões, acabam contribuindo para a formação de uma carga imensa de energia acumulada e isso pode causar uma explosão até mais perigosa do que o desejo inicial. Repressões não.
Também não sou a favor da traição. Acredito que traição não valha a pena. Geralmente suga uma energia absurda da gente. Dor de cabeça, desgaste emocional, consciência pesada, mágoas... Não vale a pena. Não vale.
Complicado, não é mesmo? Pois me parece que o mais correto nessas circunstâncias é entender bem o problema. Se você vai ceder ao desejo, espero que entenda bem em nome de quê está cedendo. Se não vai ceder, em nome de quê não está cedendo.
Entenda você mesmo. Não haja por impulso como um animal age por instinto, seja ao menos racional. Pense. Entenda você mesmo como você realmente é, como um todo: não só o lado bom, como também o lado negro. Reflita!
Não, não sou psicóloga, mas reflexão, conversa e diálogos abertos resolvem qualquer tipo de problema. Acredito nisso. Seja qual for a escolha tomada que ela seja madura. Só não venha me dizer que "a carne é fraca" ou que "o que os olhos não vêem, o coração não sente".
Amadureça.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
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3 comentários:
TRAIR, v.t. – Atraiçoar; enganar por traição; entregar por traição; ser infiel; abandonar traiçoeiramente, não cumprir; revelar; demonstrar; dar a perceber; denunciar; não corresponder;
Traição – Oportunidades... sempre vão haver... Independente de onde a pessoa esteja, de onde ela trabalha, em qual Igreja que ela freqüenta, em qual supermercado ela faz compras... acredito que isto seja irrelevante. Porque quando você realmente AMA, você não deixará o DESEJO aflorar por outra pessoa, você RESPEITARÁ aquela pessoa como nenhuma outra.
Acredito que sempre temos duas opções: SIM ou NÃO, e depende totalmente de você saber o que fazer com suas atitudes. E ser responsáveis por elas.
Respeitar as pessoas é tudo em nossas vidas!
BJS!
Kátia Margareth
Se “A pergunta certa como você diz é: “O QUE FAZER COM ESSE TAL DE DESEJO?” Sei que ao tentar responder também entrarei na tendência de ser “prolixa e confusa” mas gostaria de participar dessa reflexão dando uma possível resposta ao que você chama de “PERGUNTA CERTA”.
Ana são muitas as perguntas, reflexões e as respostas também. Isso “se não entrarmos na questão moral- de reprimir este desejo”- como disse você. E lembrar, também, das relações que são mascaradas para fugir de preconceitos! São muitas!!! Vivemos em sociedade e ela tem regras as vezes duras e preconceituosas!!
Uma das resposta seria de viver o desejo sendo honesta com as partes envolvidas mesmo que se pague um preço alto. Afinal porque não arriscar? O preço pode ser de perceber que viver um desejo pode não ser abandonar outro desejo. Apenas buscar algo novo pois o desejo anterior já não satisfaz mais, acabou e com isso descobrir que a insatisfação era minha e não do outro. Em uma traição pode-se descobrir depois que foi bom para os dois pois a relação anterior era apenas de comodidade e assim cada um vai partir para novas aventuras que podem ser melhor.
Acredito que correr esse risco e viver esse desejo pode ser também porque algo não vai bem na relação.Sendo que algo não ir bem pode não ser apenas a falta do amor. São muitas as formar de amar e não podemos viver a dois sem dialogo. Viver na comodidade de não ficar só. Isso pode ser difícil!!! O outro não tem bola de cristal!!
Claro que não estou falando de deixar que sentimentos e pessoas sejam descartáveis. Estou falando de alguém que faz isso buscando o amor e a felicidade por não se sentir feliz. Não estou falando de alguém que faz isso como uma forma de vida por pura falta de respeito com o outro ou por egocentrismo. Por que isso podemos chamar de sacanagem, descaração e principalmente FALTA DE RESPEITO.
Se tenho uma relação que tenho dialogo não dou brecha para traição, sou honesto mesmo vivendo outros desejos.
Fiquei aqui pensando que esse assunto deveria ser debatido por varias pessoas: as traídas, as que traíram, as que se permitiram ser traídas etc.
Não importa qual o tipo de relação o importante é ter respeito, honestidade e dialogo. Acredito nisso!!
Lembre que também são muitas as formas de viver o desejo. Em uma relação vale reprimir o desejo e viver com ele só no pensamento? Isso também não seria trair?A sociedade nos reprimi de muitas maneiras!!
Queria apenas ajudar na sua reflexão e também não sou psicólogo só adoro um bom diálogo aberto!!
Indicareis outros amigos para discutir seu post!!
Parabéns pelo blog!!
Aproveita e visita o meu: http://bienvenue-ami.blogspot.com/
Papillon!!
Um pouco de psicanálise só para refletir!!
..... “Freud sempre achou que existia um certo conflito entre os impulsos humanos e as regras que regem a sociedade. Muitas vezes, impulsos irracionais determinam nossos pensamentos, nossas ações e até mesmo nossos sonhos. Estes impulsos são capazes de trazer à tona necessidades básicas do ser humano que foram reprimidas, como por exemplo, o instinto sexual. Freud vai mostrar que estas necessidades vêm à tona disfarçadas de várias maneiras, e nós muitas vezes nem vamos ter consciência desses desejos, de tão reprimidos que estão.”
“Mas existe uma função reguladora deste "princípio do prazer", que atua como uma censura ante aos nossos desejos, que é chamada de ego. Precisamos desta função reguladora para nos adaptarmos ao meio em que vivemos. Nós mesmos começamos a reprimir nossos próprios desejos, já que percebemos que não vamos poder realizar tudo o que quisermos. Vivemos em uma sociedade que é regida por leis morais, as quais tomamos consciência desde pequenos, quando somos educados. A consciência do que podemos ou não fazer, segundo as regras da sociedade em que vivemos é a parte da nossa mente denominada superego (princípio da realidade). O ego, vai se apresentar como o regulador entre o id e o superego, para que possamos conciliar nossos desejos com o que podemos moralmente fazer. O paciente neurótico nada mais é do que uma pessoa que despende energia demais na tentativa de banir de seu consciente tudo aquilo que o incomoda (reprimir), por ser moralmente inaceitável.”.......
”http://www.culturabrasil.pro.br/freud.htm”
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