Quando estamos doentes ficamos, conseqüentemente, mais sós, pois nessas horas se torna maior a cobrança pela presença dos que amamos.
“Cobrança” é uma palavra feia, completamente involuntária, assim como a batida carente do coração.
Porém, ali, longe dos leitinhos quentes e das sopinhas maternas, a palavra até passa a ser compreendida.
“Não sei se quero me casar com a solidão.” – a palavra quis dizer e se conteve. Achou mais bonito escrever num papel rasgado de caderno. Delicadamente, pregou-o no espelho do banheiro, esperando que alguém viesse ler.
E que viesse espontaneamente... sem nenhuma letra da tosca palavra "obrigação".
"Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero"
(Barão Vermelho)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
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